quarta-feira, 24 de junho de 2020

PF prende suspeito de participar de morte de policial penal e planejar ataques contra agentes de segurança no RN

Polícia Federal realizou hoje a Operação Vértice em Mossoró — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Polícia Federal realizou hoje a Operação Vértice em Mossoró — Foto: Polícia Federal/Divulgação
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (24) um homem suspeito de ter participado da morte de um policial penal federal em 2017 e ainda planejar ataques contra agentes da segurança pública do Rio Grande do Norte. A ação aconteceu em Mossoró, no Oeste potiguar, e foi batizada de Operação Vértice.
De acordo com a PF, o homem preso é uma das lideranças de uma facção local vinculada à organização criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). Ainda segundo a Polícia Federal, além dos crimes pelos quais agora é acusado, o suspeito tem antecedentes criminais e passagem pelo sistema penitenciário federal.
Os policiais federais afirmam que ele estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, porém isso não o impediu de continuar praticando crimes.
A operação foi realizada pela Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado, coordenada pela Polícia Federal, em ação conjunta com a Delegacia Especializada em Narcóticos de Mossoró, e em colaboração com a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública e com o Exército Brasileiro.
Policial penal morto em 2017
O homem preso é suspeito de ter participado do assassinato do policial penal Henri Charle Gama e Silva, que foi morto a tiros no dia 12 de abril de 2017, em Mossoró. Ele estava em um bar, quando bandidos chegaram em um carro e atiraram. Henri Charle trabalhava no Presídio Federal de Mossoró.
Em junho do ano passado, a PF prendeu um homem de 40 anos também suspeito de participar do homicídio. Segundo a PF, a investigação apontou que o acusado adquiriu um imóvel próximo ao Presídio Federal de Mossoró para levantar informações que pudessem auxiliar no plano que terminou com a morte de Henri Charle Gama e Silva.
Mais duas pessoas foram presas em fevereiro de 2018, na Operação Força e União (Não Passarão), também suspeitas de envolvimento no crime.
Plano para matar agentes
Em julho de 2017, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Força e União, que visava desarticular um movimento organizado dentro de presídios federais com o objetivo de matar agentes penitenciários federais. Oito mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, além de mandados de condução coercitiva no Rio de Janeiro e mandados de prisão preventiva em Mossoró e São Paulo foram cumpridos.
À época, os investigadores apontaram que uma facção criminosa assassinou dois policiais penais federais em menos de um ano: Alex Belarmino Almeida Silva, em setembro de 2016, na cidade de Cascavel (PR), e Henri Charle Gama Filho, em abril de 2017, em Mossoró (RN).

Fonte: G1 RN

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