terça-feira, 5 de maio de 2020

Jogadores tentaram trocar massagista do Fla de hospital

Jorginho, massagista do Flamengo na final da Libertadores Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
Zico, Júnior, Juan, Julio Cesar, Ibson, Léo Moura, Hernane Brocador, Felipe, Maldonado, Emerson Sheik, Diego Tardelli, Fábio Luciano e praticamente todo elenco atual.
Basta uma busca rápida nas redes sociais para constatar que o carinho de quem vestiu a camisa do Flamengo por Jorginho ultrapassa gerações. Sentimento que os jogadores campeões do Brasileirão e da Libertadores de 2019 tentaram refletir em solidariedade, mas que esbarraram na batalha contra o coronavírus.
Após o massagista ser diagnosticado com Covid-19, o grupo se colocou à disposição para arcar com tratamento em hospital que oferecesse as melhores condições. O cenário, no entanto, impediu a remoção.
Diego Ribas, Rafinha e outros líderes do elenco procuraram a diretoria para saber o que estaria ao alcance dos jogadores fazer para ajudar na recuperação de Jorginho. O elenco se colocou à disposição para auxiliar no suporte em termos financeiros. O quadro naquele momento, porém, já era gravíssimo e Jorginho foi entubado em hospital público na Ilha do Governador.
Hipertenso e ex-fumante, Jorginho, de 68 anos, precisou entrar na ventilação e ainda assim tinha dificuldades par respirar. A resposta do clube para os atletas era de que o massagista já estava recebendo todas as condições possíveis para recuperação. O quadro, por sua vez, não evoluiu e o funcionário mais antigo do departamento de futebol do Flamengo faleceu após uma parada cardiorrespiratória após duas semanas internado.
Jorginho chegou ao Flamengo em 1980 e conquistou 31 títulos pelo time profissional. O massagista fez parte ainda da comissão técnica campeã do mundo em 2002 com a seleção brasileira, na Copa da Coreia e do Japão. O título, inclusive, rendia brincadeiras de bastidores com seu fiel companheiro Denir, também massagista e indicado por Jorginho ao Rubro-Negro em 1981.
Denir herdou o cargo do amigo nas Copas de 2006, 2010 e 2014, mas não teve o mesmo sucesso em Mundiais. No dia a dia do Ninho, era comum ouvir a brincadeira de que era Jorginho o verdadeiro pé-quente, arrancando gargalhadas de quem estava ao redor.
Em cerimônia discreta e sem velório por conta dos protocolos de proteção no combate ao coronavírus, Jorginho será enterrado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro. O Flamengo, com outros oito casos de contaminação, ainda não tomou uma decisão a respeito da volta aos treinamentos.

Fonte: Cahê Mota — Globoesporte.com

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