sábado, 25 de abril de 2020

Quatro integrantes do Ministério da Justiça põem cargos à disposição após demissão de Moro

Luciano Timm, secretário nacional do consumidor, põe cargo à disposição após saída de Moro do Ministério da Justiça — Foto: José Cruz/Agência Brasil
Luciano Timm, secretário nacional do consumidor, põe cargo à disposição após saída de Moro do Ministério da Justiça — Foto: José Cruz/Agência Brasil
Três secretários do Ministério da Justiça e o chefe do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) colocaram os cargos à disposição após o agora ex-ministro da Justiça Sergio Moro ter se demitido do governo. São eles:
  • Vladimir Passos de Freitas: secretário Nacional de Justiça
  • Rosalvo Franco: secretário de Operações Integradas
  • Luciano Timm: secretário Nacional do Consumidor
  • Fabiano Bordignon, chefe do Depen
Em uma rede social, Timm manifestou "absoluta e irrestrita" solidariedade a Moro e disse que pretende garantir uma transição "segura" ao seu sucessor na secretaria.
"Conheci gente nova, aprendi coisas diferentes, mas acima de tudo servi ao meu país ao lado de uma equipe técnica, comprometida e honesta. Volto a fazer o que sempre soube, não sem antes garantir uma transição segura a(o) meu (minha) sucessor (a)", escreveu.
Saída de Moro
Moro anunciou a demissão em um pronunciamento nesta sexta-feira (24). Ele disse que o presidente Jair Bolsonaro estava tentando interferir politicamente na Polícia Federal, órgão sob responsabilidade do ministro da Justiça.
Moro disse também que não concordava com a troca no comando da PF, efetuada por Bolsonaro também na sexta. O presidente queria desde o ano passado substituir o diretor-geral, Maurício Valeixo, ligado a Moro. A exoneração de Valeixo foi o estopim para a saída de Moro.
O agora ex-ministro da Justiça disse que, em conversas com Bolsonaro, afirmava que não era contra uma troca do comando da PF, desde que o presidente apresentasse um motivo relacionado a mau desempenho ou ineficiência. Segundo Moro, Bolsonaro nunca apresentou essas razões.

 Fonte: G1 Brasília

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