terça-feira, 17 de março de 2020

Coronavírus: 'Angústia muito grande', diz potiguar impedida de voltar ao RN após fechamento de fronteiras no Peru

Marjorie e Hector no Peru — Foto: Cedida
Marjorie e Hector no Peru — Foto: Cedida
Um grupo de 50 brasileiros está preso no Peru, depois que o país fechou as fronteiras para conter o avanço do novo coronavírus (Covid-19). Entre eles estão 14 potiguares, que esperam ajuda para deixar a cidade de Cusco e retornar ao Rio Grande do Norte.
A bióloga Marjorie de Andrade estava de férias no país com o marido desde o dia 9 deste mês. A viagem estava planejada há um ano, mas a volta do casal ganhou contextos dramáticos após o governo peruano fechar as fronteiras do país por 15 dias, a partir de segunda-feira (16).
"O governo declarou emergência e não nos deixou opção. O consulado do Brasil em Lima [capital peruana] nos disse para reservar hotel por 15 dias e nem todo mundo tem dinheiro para isso. Não nos deram nenhum suporte e nossos familiares estão preocupados", disse Marjorie.
"É uma angústia muito grande. Não vejo a hora de voltar para casa"
As famílias estão apreensivas depois da medida. Todos os turistas que estão no Peru devem ficar pelos próximos 15 dias no país arcando com as próprias despesas. O Peru registra até esta terça-feira (17), 86 casos da Covid-19. Voos internacionais foram cancelados.
"Foi da noite para o dia. Eles iriam fazer um passeio, mas a própria agência de passeio informou que eles não poderiam deixar o hotel. Eles descobriram um grupo de 12 natalenses que estão lá e se reuniram para tentar resolver esse problema", afirmou Wendy Matos, irmã de Marjorie.
A bióloga Marjorie de Andrade revela ainda dificuldades para sair na rua. Além da rotina reclusa, quem está no país precisa se adaptar aos estabelecimentos fechados. Segundo ela, as regras estão cada vez mais rigorosas e quem desobedecer poderá ser preso.
"Ninguém sai sem dar informação aos policiais avisando aonde está indo. A alimentação é comprada em mercadinhos porque os restaurantes estão fechados e está tudo mais caro. Ontem, por exemplo, nós só comemos pão porque nenhum lugar estava aberto", relata a potiguar, moradora de Natal.
As famílias dos natalenses já entraram em contato com o Itamaraty e aguardam ajuda do Governo Federal para voltar ao Brasil.

Fonte: G1 RN

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