quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Justiça ordena quebra de sigilos de PM e de sócio de Flávio Bolsonaro até em loja de chocolate

Foto: Flavio e o pai, com Wagner Montes e Carlos Alberto Parreira (à esq.) na loja Kopenhagen/ Reprodução
O juiz Flávio de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio, ordenou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do PM Diego Sodré de Castro Ambrósio e do empresário Alexandre Dias Santini.
Diego, segundo o MP-RJ, pagou despesas pessoais da mulher de Flávio Bolsonaro, e Alexandre é sócio do senador em uma franquia de chocolates. O estabelecimento, de sociedade do senador com a esposa, localizado em shopping da Barra da Tijuca, só abriu as portas depois do almoço
A operação de hoje tem o objetivo de elucidar as suspeitas envolvendo um esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, à época em que era deputado estadual no Rio de Janeiro. O Ministério Público desconfia que o senador recebia parte dos salários de seus ex-funcionários.
A suspeita veio à tona há um ano, por meio de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que indicou operações financeiras atípicas nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor, segurança e motorista de Flávio. Uma das linhas de investigação indica que Queiroz era responsável por arrecadar parte dos salários dos funcionários do gabinete e repassar ao então deputado estadual.
O MP também realizou buscas e apreensões em endereços de Queiroz e Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro.
No mandado de busca e apreensão, expedido em 17 de dezembro, o juiz Flávio Itabaiana de Olveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio, autorizou o Ministério Público a ter “acesso a extração de qualquer conteúdo armazenado nos materiais apreendidos, inclusive registros de diálogos telefônicos ou telemáticos, como mensagens SMS ou de aplicativos WhatsApp”.
Com acesso a esse material, o Ministério Público poderá analisar todas as mensagens trocadas por ex-assessores de Flávio Bolsonaro nos últimos anos.
‘Desnecessário’, diz advogado de Flávio
O advogado Frederick Wassef, que defende Flávio Bolsonaro, criticou o modo como o Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu um mandado de busca e apreensão na loja de chocolates que tem Flávio como sócio, em um shopping na Zona Oeste do Rio.

Fonte: O Antagonista, O Globo, Crusoé e Veja

Nenhum comentário:

Postar um comentário